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Se não levarmos a poesia e a beleza connosco, é inútil percorrermos o mundo. Em nenhum lugar as encontraremos. (Emerson)
O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior. (Alfred Montapert)
Não se pode rejeitar a tristeza, assim como não se pode rejeitar a sombra. A grande beleza de uma paisagem vem do contraste entre a luz e a sombra. (Desconheço a autoria)
A alegria adquire-se. É uma atitude de coragem. Ser alegre não é fácil, é um acto de vontade. (Gaston Courtois)
Há duas fontes perenes de alegria pura: o bem realizado e o dever cumprido. (Eduardo Girão)
Uma alegria compartilhada transforma-se numa dupla alegria; uma tristeza compartilhada em meia tristeza. (Desconheço a autoria)
Nenhum caminho é longo demais quando um amigo nos acompanha. (Desconheço a autoria)
A ave constrói o ninho; a aranha, a teia; o homem, a amizade. (William Blake)
Conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós, e que embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado. (Goethe)
Alguns pensam que para se ser amigo basta querê-lo, como se para se estar são bastasse desejar a saúde... (Aristóteles)
Acima de tudo, na vida, temos necessidade de alguém que nos obrigue a realizar aquilo de que somos capazes. É este o papel da amizade. (Emerson)
Um amigo é uma pessoa com a qual se pode pensar em voz alta. (Ralph Waldo Emerson, pensador norte-americano)
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Video e musica
Quero partilhar minha vida com meus amigos.
Que eu seja tudo para cada um deles.
Que a todos dê minha amizade, minha compreensão, meu carinho, minha simpatia, minha alegria, minha solidariedade, minha atenção, minha lealdade.
Que eu os aceite e os ame como são.
Que eu seja um refúgio poderoso e um amiga fiel. Para que permaneçamos unidos, pela nossa eternidade.
Que essa amizade floresça sempre como um belo jardim, para que nós possamos nos lembrar com orgulho.
Que sejamos todos cúmplices de bons e maus momentos.
Que eu possa estar aqui sempre que ele precisar, mesmo que seja só para dizer: " Olá! "
O caminho não existe.
Escolher o caminho não é olhar os guias, não é traçar os percursos, nem consultar os mapas. Não é continuar trilhando as mesmas vias tantas vezes percorridas, antevendo cada etapa, hora de chegada ou partida. Saber o caminho pode ser simplesmente não saber onde fica o tal lugar, onde é que vamos dar – SE vamos dar em algum lugar... Pode ser apenas seguir a viagem sem nunca perder de vista a paisagem que se mostra, generosa, à beira da pista... Não deixar passar o detalhe que não se viu da outra vez, ver com olhos novos, até onde alcança a vista; olhar o antigo como se fosse ainda a primeira vez. Não há mapas. Nem estradas, nem percursos. Não há que se gastar tempo, nem os nossos parcos recursos com receios e lamentos. Não há que se perder um mínimo de energia querendo tocar miragens: há que fazê-las reais. Não há estrada, nem destino. Nem nada. Tudo que há é a Viagem. De nada adiantam guias alheios, nem se levar por receios que outros andaram criando. A viagem de cada um de nós é única. Não precisa mala, só o coração na bagagem. Basta a própria túnica para lenço em alguma paragem, que seque aqui e ali a lágrima inesperada ou que contenha o espanto ante alguma paisagem que nos esconda a estrada... Só é preciso seguir. Lembrar que não há destino. Só é preciso insistir. Sempre e novamente, com espírito menino; seguir estrada adiante, olhando o terreno e o divino com olhos de eterno amante; perscrutar nossas entranhas, cavernas e profundezas, enxergar a própria imagem, sem espanto ou estranheza , e saber que o caminho não existe: É a Viagem.
-Débora Cristina Denadai-
Assinatura Galáctica (Kin)
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Kin 237, Terra Eléctrica Vermelha
Eu activo com o fim de evoluir Vinculando a sincronicidade Selo a matriz da navegação Com o tom eléctrico do serviço Eu sou guiado pelo poder do nascimento
"Devo abrir as portas da sabedoria interior para liberar meus questionamentos na Terra."
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Oráculo da Quinta Força
O Oráculo consiste de 5 selos, cada um com uma função específica:
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| Guia
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Antípoda
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| Análogo
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| Oculto
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ao
Centro temos a energia
principal: Terra Eléctrica Vermelha;
à direita o
Poder Análogo, é o poder de mentes gémeas do
par planetário solar galáctico, eles vão juntos e dão reforço, tem
afinidades entre si, se apoiam: Vento Eléctrico Branco;
acima o Poder de Guia, é a parte desconhecida do ser, a
força natural que nos protege, à qual podemos recorrer em busca de
força e de poder. É a força natural com a qual podemos fundir-nos.
Em qualquer situação, é possível penetrar e fundir-se nessa energia.
O Poder de Guia é que vai orientá-lo sobre como fazer as coisas, é a
lâmpada que ilumina o caminho: Dragão Eléctrico Vermelho;
à esquerda o
Poder Antípoda, é o selo que destaca o
desafio, fortalecendo a reconstrução da memória ,opõe e desafia para
fortalecer a memória da génese: Mão Eléctrica Azul;
e abaixo o Poder Oculto. representa factores inesperados
e escondidos: Semente Espectral Amarela.
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Familia Terrestre
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Pertence a Familia Central formada por:
Vento Branco, Mão Azul, Humano Amarelo e Terra Vermelha
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Onda Encantada 19 Águia Azul
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Portal
Magnético
Kin 235
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Câmara
Lunar
Kin 236
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Portal
Cósmico
Kin 247
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Câmara
Cristal
Kin 246
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Câmara
Eléctrica
Kin 237
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Câmara
Espectral
Kin 245
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Câmara
Auto Existente
Kin 238
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Câmara
Planetária
Kin 244
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Torre
Harmónica
Kin 239
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Câmara
Rítmica
Kin 240
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Câmara
Ressonante
Kin 241
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Câmara
Galáctica
Kin 242
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Torre
Solar
Kin 243
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Qual é meu propósito? Kin 235, Águia Magnética Azul
Qual é meu desafio? Kin 236, Guerreiro Lunar Amarelo
Como posso servir melhor? Kin 237, Terra Eléctrica Vermelha
Qual é a forma de acção? Kin 238, Espelho Auto-Existente Branco
Qual é o melhor modo de me potencializar? Kin 239, Tormenta Harmónica Azul
Como posso organizar-me rumo à igualdade? Kin 240, Sol Rítmico Amarelo
Como posso sintonizar o meu serviço? Kin 241, Dragão Ressonante Vermelho
Eu vivo aquilo em que acredito? Kin 242, Vento Galáctico Branco
Como atingir o meu propósito? Kin 243, Noite Solar Azul
Como aperfeiçoar o que faço? Kin 244, Semente Planetária Amarela
Como libertar e deixar ir? Kin 245, Serpente Espectral Vermelha
Como me dedicar a tudo o que tem vida? Kin 246, Enlaçador de Mundos Cristal Branco
Como aumentar a minha alegria e meu amor? Kin 247, Mão Cósmica Azul |
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Se fores paciente num momento de ira, escaparás a cem dias de tristeza. (Provérbio chinês)
Qualquer um pode zangar-se, pois isso é muito simples. Mas zangar-se com a pessoa adequada, no grau exacto, no momento oportuno, com o propósito justo e de modo correcto, isso, não é tão fácil como isso. (Aristóteles - Ética a Nicómaco)
Os anos ensinam muitas coisas que os dias desconhecem. (Desconheço a autoria)
Só posso fazer uma coisa de cada vez, mas posso evitar fazer muitas coisas ao mesmo tempo. (Ashleigh Brilliant)
Não há razão para termos medo das sombras. Apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a luz. (Ruth Renkel)
O que é atraente nem sempre é bom, mas o que é bom é sempre belo. (Ninon de L'enclos)
O coração humano é um instrumento de muitas cordas. O perfeito conhecedor sabe fazê-las vibrar todas, como um bom músico. (Charles Dickens)
As pegadas impressas na alma são indestrutíveis. (Thomas De Quincey)
Contigo na Madrugada Não estás só, meu amado Estou contigo em pensamento. Por minutos minha alma, desesperada abandonou o corpo que a mantém aprisionada livre, liberta foi ao teu encontro voando em céu aberto. Por eternidades enlaçastes-me a cintura e com muita ternura conduzistes-me ao nosso secreto jardim Longe dos olhos e perto do coração Não há distância entre mim e ti Juntos num instante dançamos a dança do amor. Estrelas cintilantes espiavam nossa felicidade Nossos corpos tinham cor brilhante do fogo de uma paixão do fulgor de um amor que ultrapassou todos os portais das impossiblidades E naquele breve momento nos amamos como crianças, com renovada esperança; nos amamos como um homem e mulher nas loucuras de quem sabe o que quer Nos amamos com almas puras, como duas criaturas que se buscam na madrugada dois seres solitários, mas não sozinhos pois temos o nosso amor que nos dá força pra prosseguir nossa jornada como paralelas, encontrarmos em algum caminho sem o mundo, sem dor, sem solidão o meu e o teu coração cantando a música da vida dançando nossa canção
Anna Paes
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"Se você sofreu alguma injustiça, console-se; a verdadeira infelicidade é cometê-la".
"Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: "a água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna". Quando alguém o ofender ou o frustrar, você é a água e a pessoa que o feriu é o obstáculo! Contorne-o sem discutir. Aprenda a amar sem esperar muito dos outros."
_Brahma Kumaris_
Os anjos estão aqui
Feche os olhos e deixe-se envolver pelos anjos que estão ao seu redor. Se você está feliz, perceba a alegria de cada anjo pela missão cumprida.
Se você está doente, mentalize a saúde inundando seu corpo como uma luz muito suave que vai limpando todo o seu organismo e trazendo a cura.
Se você está sofrendo, seja qual for o motivo, pense por alguns segundos na angústia de quem não tem pão, não tem teto, não tem liberdade, tem os dias e noites iguais pela prisão da cama do hospital.
Feche os olhos e pelo menos por alguns instantes, fixe seu pensamento na doce figura de Jesus, imagine-se cercado de amigos, de anjos de todas as cores e formas, sinta-se amado, abraçado e coberto de luz, muita luz.
Nesse exacto momento, estão despejando sobre você pétalas coloridas das mais lindas rosas do Universo.
Nesse exacto momento, uma paz vai invadir a sua alma e nunca mais a sua vida será a mesma, pois hoje, exactamente hoje, os anjos do Senhor anunciam que você está despertando para uma nova vida, onde os problemas não vão tomar a forma de monstros, onde as dores serão superáveis, as angústias serão menores e cada vez mais raras, os desejos serão mais objectivos, as tentações menos tentadoras, e a paz nunca mais vai deixar a sua vida...
Beijo azul de paz no seu coração!
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As tempestades trazem as águias
Quando as tempestades da vida Surgem escuras à minha frente, Me recordo de maravilhosas palavras Que uma vez eu li.
E digo a mim mesmo: Quando pairarem nuvens ameaçadoras, Não dobre suas asas E não fuja para o abrigo.
Mas, faça como a águia, Abra largamente as suas asas E decole para bem alto, Acima dos problemas que a vida traz.
Pois a águia sabe Que, quanto mais alto voar, Mais tranqüilo e mais brilhante Torna-se o céu.
E não há nada na vida Que Deus nos peça para carregar Que nós não possamos levar planando Com as asas da oração.
E, ao olhar para trás, Verá que a tempestade passou, Você encontrará novas forças E ganhará coragem também.
Helen Steiner Rice Tradução: Sérgio Barros
A Marcha do Tempo, de Sylvie Garroche
Era uma vez um velhinho que caminhava com um passo lento num caminho pedregoso. Tinha o dorso arqueado e as suas roupas pendiam um pouco miseravelmente ao longo do seu corpo. Seguia-o um cão arrastando a pata e com a língua de fora. Não se sabia qual dos dois estava pior. E eis que o cão caiu morto de cansaço. O homem limitou-se a olhá-lo com um ar infinitamente triste e continuou o seu caminho. Sozinho novamente, o velho parecia transportar no seu olhar toda a miséria do mundo. Um pouco mais à frente, uma criança correu ao seu encontro e com a confiança e espontaneidade dos pequeninos disse: - Posso ir contigo? - Se quiseres- respondeu o homem. O pequeno saltitava ao seu lado. Depois, perguntou-lhe: - Porque é que o sol se deita todas as noites? - É necessário que o sol se deite todas as noites para que se possa levantar-se -respondeu o velhinho com o ar mais sério do mundo. - Isso é verdade, eu nunca tinha pensado nisso - retorquiu o menino. O velhinho sorriu e de repente a criança foi-se embora, tão naturalmente como tinha vindo. - Tenho que voltar para casa. Adeus velhinho. - Adeus pequenote. Caminhava desde que o mundo é mundo Mais longe ainda, um homem aproximou-se do velhinho. Tinha uns quarenta anos mais ou menos, mas não tinha bom aspecto. Este homem tinha preparado a sua trouxa e preparava-se para partir para longe. Vendo o velhinho na sua estrada, disse para consigo: - Muito bem, eis que encontrei um companheiro! E pediu-lhe para acompanhá-lo. O velhinho aceitou. Ele nunca recusava uma companhia, qualquer que ela fosse. Durante longas horas, ele escutou atentamente o homem que contava as suas infelicidades e, pouco a pouco, este parecia sentir-se aliviado. Chegada a noite, passaram junto de uma cabana. O homem com a trouxa começava a sentir-se fatigado e propôs: - Está-se a fazer noite. Pernoitemos aqui. Mas o velhinho respondeu que devia continuar o seu caminho. O velhinho, sem abrandar a sua caminhada, acenou-lhe amigavelmente. Depois, afastou-se na escuridão e o barulho dos seus passos perdeu-se na espessura da noite. E os dias continuaram o seu curso; o velhinho caminhava sempre. Apesar do seu ar vagabundo, inspirava respeito àqueles que encontrava. Frequentemente, quando passava perto de um casa por volta do meio-dia, as mulheres interpelavam- no: - Ei, velhinho, tens um ar fatigado. Vem partilhar o pão connosco e repousar um pouco! Ele respondia: - Obrigado, mulher generosa, mas não é possível. Eu sou o tempo e o tempo nunca pára. Então uma criança correu atrás dele para lhe dar ao menos um pedaço de pão e deixá-lo prosseguir a sua viagem sem fim. No entanto, o velhinho teria gostado de parar ao menos uma vez, poder repousar as suas pernas cansadas, nem que fosse por alguns minutos e contemplar, imóvel, um rosto virado para ele. Mas o tempo tem outro destino: caminhava desde que o mundo é mundo. Caminhava de dia, caminhava de noite, sob o sol e a chuva. Já tinha percorrido todos os caminhos da terra e recomeçava, eternamente. Pela primeira vez na sua vida, parou Uma noite em que caminhava sem parar, pareceu-lhe que o céu estava mais claro do que de costume e que o ar tinha um sabor diferente. Endireitou as costas para respirar a plenos pulmões e sentiu-se alegre sem saber porquê. Três pássaros esvoaçaram à sua volta chilreando ao mesmo tempo, como para lhe anunciar alguma coisa. Ao longo do caminho, viu que as flores se tinham esquecido de fechar a corola com a noite. Elas abriam as pétalas e ofereciam o coração à carícia da lua. Como era bom caminhar naquela noite! Depois, levantando a cabeça, o velhinho notou no céu uma estrela que não conhecia. Desde que caminhava, tinha já contado e recontado todas as estrelas: aquela, tinha a certeza de nunca a ter visto. E como era bonita, aquela nova estrela, que brilhava com mil luzes sem encandear os olhos! O velhinho fixou nela o seu olhar. A estrela avançava suavemente e seguiu-a sem quase se dar conta disso. Teve a impressão de também sentir a respiração da noite, uma brisa suave que invadia o silêncio. Era mesmo uma música, que tinha começado como um sussurro e que se aumentava agora, envolvendo a terra com um manto de cânticos e notas. Num cruzamento de caminhos, três homens que caminhavam com um passo decidido juntaram-se a ele. Um pouco mais à frente, havia um outro grupo. O velhinho destinguiu entre eles vozes de mulheres e de crianças. E ouviu descer um rebanho de uma colina, fazendo tilintar as campainhas e ressoar os chamamentos dos pastores. No entanto, àquela hora deveria dormir-se. Que faziam eles, naquela noite, caminhando todos na mesma direcção? - Onde ides? - perguntou o velhinho. - Nasceu o Salvador. Vamos adorá-Lo - responderam- lhe de todos os lados. Era então isso! Chegavam agora pessoas de todos os lados. O velho juntou-se à multidão dos primeiros peregrinos que tinham chegado das colinas e a música do céu ritmou o barulho dos seus passos. De seguida, na parte de baixo de uma pequena colina, descobriram uma pobre gruta. A estrela tinha parado por cima dela e inundava-a com uma luz suave. Um a um os pastores correram para a porta. O tempo compreendeu que era para chegar ali que caminhava há séculos. Como os pastores que o rodeavam, também ele, pela primeira vez na sua longa, longa vida, parou. Não se passou nada de extraordinário. O Menino estava lá, entre José e Maria, e os seus grandes olhos abertos acolhiam cada um dos que entravam com uma infinita doçura. Todos se ajoelharam. Cada um apresentou-se, na sua vez. Muitos tinham trazido presentes: pequenos objectos cheios de amor que tinham escolhido com toda a ternura do seu coração. Quando chegou a vez do velhinho se apresentar, mostrou as suas mãos vazias. - Não tenho nada para oferecer, disse. Eu sou o Tempo, mas este Tempo eu dou-to. O Tempo prostrou-se por terra. Maria veio pousar a mão no seu ombro. - Também tu, caro velhinho, vais receber um presente - disse-lhe ela. Doravante, terás o poder de parar a tua marcha sempre que isso for necessário. - Como é que eu saberei que esse momento de parar é chegado? Perguntou-lhe o velhinho. - O teu coração to dirá. O jovem e a velhinha E foi tudo. Depois dele, um pastor ofereceu-lhe um cordeiro recém-nascido e uma menina cantou a mais bela canção que conhecia. Pela pequena porta estavam sempre a entrar novos visitantes. Não se pode dizer quanto tempo tudo isto durou. Parecia que o tempo já não existia. E é verdade que tinha parado e que olhava maravilhado a festa que decorria à sua volta. Foi o último a partir. Mas quando se levantou, já não era um velhinho como até ali: retomara o aspecto de um jovem, na força da idade. Ao deixar a gruta e ao retomar o seu caminho, fechou os olhos por alguns instantes para contemplar dentro de si este momento tão belo que acabava de viver. Depois, abriu-os e a terra parecia-lhe diferente da que ele conhecia. Ou melhor, seria ele que tinha mudado? Mais tarde, já em pleno dia, caminhando com um passo suave sob o sol, encontrou uma velhinha carregando lenha. O molho tinha um aspecto pesado para ela que caminhava com dificuldade. A carga era da sua altura e, de repente, toda a lenha caiu e se espalhou pelo chão. Imediatamente uma vozinha infiltrou-se no coração do Tempo: “Pára” - sussurrava-lhe a voz, e o Tempo parou. - O molho é grande e pesado para uma mulher tão frágil como a senhora - disse o Tempo. Deixe-me ajudá-la! À vista do olhar de agradecimento da mulher, ele apanhou os paus de lenha e carregou-os aos seus ombros. - Onde vamos agora? - Perguntou o tempo num tom alegre. E acompanhou-a até à sua casa. Para lhe agradecer, ela quis retê-lo e oferecer-lhe alguma coisa. Mas ele recusou a oferta. - Desta vez eu devo partir - disse o Tempo, e fez-lhe um grande sorriso que lhe aqueceu o coração para todo o dia. Depois, ele continuou a sua marcha muito feliz. Sentia-se mais leve que o ar e mais luminoso que a luz. E é desde esse dia que, como certamente já adivinharam, o Tempo pára quando se ama. Conto traduzido da revista francesa Nouvelle Cité nº 252 pelos alunos de Técnicas de Tradução de Francês II do 12º A da Escola Pedro da Fonseca de Proença-a-Nova - Portugal)
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XXI
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E foi então que apareceu a raposa:
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- Boa dia, disse a raposa.
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- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
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- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
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- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
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- Sou uma raposa, disse a raposa.
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- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
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- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
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- Ah! desculpa, disse o principezinho.
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Após uma reflexão, acrescentou:
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- Que quer dizer "cativar"?
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- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
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- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
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- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
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- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
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- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
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- Criar laços?
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- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
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- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
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- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
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- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
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A raposa pareceu intrigada:
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- Num outro planeta?
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- Sim.
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- Há caçadores nesse planeta?
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- Não.
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- Que bom! E galinhas?
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- Também não.
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- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
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Mas a raposa voltou à sua idéia.
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- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
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O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
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A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
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- Por favor... cativa-me! disse ela.
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- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
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- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
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- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
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- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
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No dia seguinte o principezinho voltou.
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- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
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- Que é um rito? perguntou o principezinho.
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- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
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Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
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- Ah! Eu vou chorar.
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- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
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- Quis, disse a raposa.
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- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
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- Vou, disse a raposa.
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- Então, não sais lucrando nada!
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- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
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Depois ela acrescentou:
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- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
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Foi o principezinho rever as rosas:
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- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
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E as rosas estavam desapontadas.
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- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
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E voltou, então, à raposa:
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- Adeus, disse ele...
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- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
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- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
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- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
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- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
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- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
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- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
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Para a mentira ser segura e atingir profundidade, deve trazer à mistura qualquer coisa de verdade... (António Aleixo)
A tua única obrigação durante toda a tua existência é seres verdadeiro para contigo próprio. (Richard Bach)
Cada vez que mentes para evitar um esforço, a manta sob a qual te escondes torna-se um pouco maior, até que acabes por te afogares debaixo dela. (Rafik Schami)
"O amor apenas cresce se compartilhado.
O único modo de ter mais amor,
é dá-lo a outros."
( Brian Tracy )
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