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Mãe Espiritual
" ... Quando se sentir muito triste e desiludido, imagine a mão de uma mãe em seus ombros. Sinta o seu toque leve mas confortador. Uma mãe verdadeira só tem que olhar para você e enxergar através de você num relance, para consolá-lo. Permita que esta consolação esteja com você, descendo do Céu e ascendendo das profundidades do seu ser. Tranquilize-se, saiba que está tudo bem: você está fazendo o melhor que pode, está tudo bem se você cometer erros. Os erros fazem parte deste jogo. Dê-se uma certa margem para viver: fazer escolhas, cometer erros, depois fazer novas escolhas. Isto que é realmente viver – movimento crescimento e descoberta contínuos, e um encantamento que acompanha tudo isto. A arte de viver está em achar espaço para escolha em tudo o que acontece com você. Se você encontrar esse espaço onde tem liberdade de escolher o modo como vivência alguma coisa, você será um mestre da vida na Terra. As coisas se afrouxarão, mesmo em circunstâncias calamitosas, e lhe virão respostas que você (sua mente) jamais esperaria. Você deixará a mágica da vida assumir o comando... "
GaiolasGAIOLAS.
Há as feitas com ferro e cadeados. Mas as mais sutis são feitas com desejos. Esquisito o que vou dizer: a alma é uma biblioteca. Nela se encontram as estórias que amamos. Romeu e Julieta, Abelardo e Heloisa, Luiz e Ivani, O paciente inglês, As pontes do Madison, Amor nos tempos da cólera, A menina e o pássaro encantado. As estórias que amamos revelam a forma do nosso desejo. Delas, escolhemos uma. É a nossa gaiola. Gaiola na mão, saímos pela vida à procura do nosso pássaro. Quando imaginamos havê-lo encontrado...que felicidade! Ficará feliz em nossa gaiola. Será o amante da nossa estória de amor: eu para você, você para mim... Nós o colocamos lá dentro e pedimos que nos cante canções de amor. Acontece que o pássaro também tinha a sua estória. E era outra. Todo pássaro deseja voar. Ele bate suas asas contra as grades, suas penas perdem as cores e o seu canto se transforma em choro. E, de repente, ele se transforma. Não mais o reconhecemos. É um outro. Essa é a razão por que a dor da paixão satisfeita é muito maior. Contada assim, a estória parece ter um vilão e uma vítima. A verdade é que os dois são vilões, os dois são vítimas. O desejo da gente é sempre engaiolar o outro e levá-lo pelos caminhos que são nossos. Isso vale para tudo: marido-mulher, pai-filha, mãe-filho, patrão-empregado, professor-aluno... Não admira que Sartre tenha dito que: “o inferno é o outro” Não haverá uma saída. Lembro-me de um pequeno poema de Pearls, que sugere a possibilidade de uma relação sem gaiolas: Eu sou eu. Você é você. Eu não estou neste mundo para atender às suas expectativas. E você não está neste mundo para atender às minhas expectativas. Eu faço a minha coisa. Você faz a sua. E quando nos encontramos. É muito bom.
Autor Desconhecido.
Pégadas na Alma
Duas pessoas deixaram uma pégada na Alma, no sábado e hoje, uma garotita dos seus seis anitos e um velhote de 93 anos, curvado e com uma bengala.
No sábado, com uma Amiga, fomos pôr em casa uma miúda e a avó, após um passeio cancelado ao Jardim zoológico, quando regressávamos, uma garota vem atravessar a rua, reparou no carro e parou, a minha amiga parou e mandou-a passar, a Garota pára à beira do passeio e lança um sorriso, daqueles sinceros que irradiam ternura e pureza.
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