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A Cela Oculta







A CELA OCULTA

 Cada criatura, na Terra, traz consigo uma cela oculta em que trabalha

com os instrumentos da provação em que se burila.

 Pensa nisso e auxilia aos que te rodeiam.

 Esse companheiro alcançou a fortuna,
mas sofre a falta de alguém;
outro dispõe de autoridade, no entanto,

suporta espinhosos conflitos nos sentimentos;
 essa irmã construiu o lar sobre preciosas vantagens materiais,

contudo, tem um filho que lhe destrói a felicidade;
 e aquele outro atingiu o favor público, entretanto é portador de moléstia
indefinível a corroer-lhe as forças.
 
Quando encontres alguém que te pareças em crises de inquietação e desarmonia,

isso não é sinal de que a tua presença se lhe fez indesejável.

Esse alguém estará em momentos de enormes dificuldades no reduto invisível
do coração em que se aperfeiçoa. 

E os resíduos da luta íntima se lhes transbordam do ser pelas janelas do trato.

Observa o ponto nevrálgico da própria vida em que o sofrimento te procura para efeito de prova e compadece-te dos outros para que os outros se
compadeçam de ti.



(MEIMEI)

A Teia de Aranha










Teia de Aranha


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"Eu, Gualdim Pais" - ficção histórica



Igreja de Santa Maria dos Olivais

                            

 

                          

Os primeiros raios solares entravam pelas grades das celas, do alto do campanário os sinos tocavam as matinas, era hora de levantar.

                                                 

 

 

Vesti meu hábito de cavaleiro e dirigi-me em silêncio pelos corredores do convento para a capela, comigo em silêncio seguiam os monges e cavaleiros, os passos ressoavam pelas Lajes do chão, compondo um eco levado pela brisa por todo aquele corredor que levava aos claustros onde ficava a entrada da pequena capela.


                              

 

                                          

 

                              


O Abade e alguns dos monges já estavam colocados no coro e aguardavam que todos fossem sentando-se em seus lugares, ouvia-se um coro de vozes suaves, num canto entoavam  Venite Creator Spiritus.


Ao entrar na capela juntei minha voz ao coro, dirigi-me reverentemente a meu lugar.


Quando todos estávamos na Capela, findo o canto do salmo, sentámos-nos, o Abade dirigiu-se-nos:

 


-Cristo pode salvar, até ao fim dos tempos, os que por Seu intermédio vão aproximando-se de Deus, está sempre vivo para interceder por nós.

Meus Irmãos estamos aqui, mas não estamos isolados, trabalhamos com os do Mundo. Eles estão a trabalhar agora no Mundo; nós aqui rezamos pelo Mundo, para que o Espírito renove a face da Terra.

 

 

 

Seguidamente cantámos o Ave Stella Caeli e o Abade abençoou-nos. Restavam mais três horas até à próxima hora do Ofício divino. Tínhamos de preparar o dia que estava a principiar.


Dirigimo-nos ao refeitório, tomámos a nossa primeira refeição, cereais, pão, leite.


Terminada a refeição, reunimos-nos para planear o dia.


Quando tudo estava delineado, retirei-me para a minha cela, estudar a Palavra de Deus, meditar e fazer as minhas orações.


À porta da minha cela, um monge deu três toques leves, um visitante tinha chegado, encontrava-se no salão.


 

No salão, um calor acolhedor, convidava a permanecer ali, a lareira estava bem viva, junto a ela um cavaleiro aquecia as suas mãos:

 

                    

 

-Bom dia Gualdim, senta-te


Aquela voz aqueceu-me o coração, era o meu Amigo e Rei D.Afonso.

                 


Abraçámos-nos com um aperto bem forte, a algum tempo que não víamo-nos, algo estava a passar-se.


Sentámos-nos, D.Afonso contou-me as necessidade de transformar o Condado num Reino independente, essa era a vontade de Deus, e Seus desígnios na totalidade ainda não podíamos apreender, noutras Eras distantes seria a hora da missão final, até lá seria preciso manter a soberania , testemunhos e fontes.


-Vais construir um Templo, a igreja de Santa Maria, nos olivais, lá guardaremos nossos segredos, a chave ficará à guarda dos monges-cavaleiros, nossos Irmãos Templários, passarão o testemunho através das Eras, até à hora estabelecida por Deus, para os acontecimentos que antevirão a transformação para uma nova era, o fim do ciclo e o inicio do outro ciclo, eterno ciclo em espiral que a humanidade tem vindo a percorrer em sua evolução.

                                            


A nossa conversa decorreu durante longas horas, planeámos em conjunto com os outros monges-cavaleiros que a seu pedido tinham-se reunido a nós.

 

                                            


Era necessário que tudo corresse conforme o planeado.


"Eu, Gualdim Pais" - ficção Histórica



Revesti-me meu Senhor

 

                         

 

 

Revesti-me com o manto da caridade, o elmo da esperança, o escudo da fé, a espada da justiça.

Senhor elevo o meu estandarte com a tua bendita cruz, na qual expiaste pelos pecados da humanidade e obtivemos a esperança de um dia renascer para uma vida imortal.

Senhor a Ti toda a glória, a Ti ofereço todas as minhas vitórias nas batalhas pela justiça.

Que minha espada eleve-se para combater as injustiças, o fanatismo, as trevas da ignorância.

Abençoa a minha montada para que corra como o vento, seja forte como um furacão, conduza-me em segurança pelos campos das batalhas.

Abençoa-me e a meus companheiros de jornada para que não desfaleçamos, não nos rendamos aos bens materiais que possam vir a tentarmos.

Abençoa-me com a força necessária para renascer em mim uma nova criatura, que Teu baptismo não tenha sido em vão e possa ser reconhecido como Teu discípulo.

 

 


Cavaleiro-Monge

 (clicar no cavaleiro) Marisa, entoa :

 

Cavaleiro Monge-Poema de Fernando Pessoa

Do vale à montanha, Da montanha ao monte,

Cavalo de sombra, Cavaleiro monge,

Por casas, por prados,

Por quinta e por fonte,

Caminhais aliados.

Do vale à montanha, Da montanha ao monte,

Cavalo de sombra,Cavaleiro monge,

Por penhascos pretos, Atrás e defronte,

Caminhais secretos.

Do vale à montanha,Da montanha ao monte,

Cavalo de sombra,Cavaleiro monge,

Por plainos desertos

Sem ter horizontes,Caminhais libertos.

Do vale à montanha,Da montanha ao monte,

Cavalo de sombra,Cavaleiro monge,

Por ínvios caminhos,

Por rios sem ponte,

Caminhais sozinhos.

Do vale à montanha,Da montanha ao monte,

Cavalo de sombra,Cavaleiro monge,

Por quanto é sem fim,

Sem ninguém que o conte,

Caminhais em mim.






Amor a Portugal
   (clicar no escudo)


"Eu, Gualdim Pais" - ficção histórica



Batalha de Ourique

 

 No nosso Castelo, aguardávamos a hora da partida para a Batalha, lendo as palavras de Deus, tomámos nossa refeição matinal, o jovem Afonso estivera recolhido, em meditação, na igreja desde o meio-dia até ao dia seguinte pela manhã, velava as armas. 

Dirigimos-nos para  a Capela do Castelo, enquanto descíamos as escadas uma energia mística rodeava-nos, sentíamos-lo em nosso redor, em nosso Ser, parecia que caminhávamos numa outra dimensão, entre a brisa ressoava suavemente uma melodia como que vinda das hostes celestiais.

                                                                                 

 

Ao entrarmos na Capela, vimos Cristo a dirigir-se para nós, num andar compassado, com o Seu real semblante que brilhava numa mistura de áureo como o sol, prateado como a lua.

      

               

 

O jovem Afonso ergue-se, dirige-se ao Altar, nele estavam postas suas armas

 

                                             

Afonso, estivera recolhido na igreja desde o meio-dia até ao dia seguinte pela manhã, reflectia e velava as armas, pedindo a Deus em religiosa oração dispusesse aquele acto para maior glória do Seu nome.

Depois da vigília, vestiu-se galhardamente e assistindo à missa, celebrada em grande solenidade, colocou-se de joelhos diante do Altar, perguntei se queria receber aquela honra intimava-lhe as importantes obrigações que se  impunham-lhe aquela excelsa dignidade, cuja glória era o sacrificar a vida pela Pátria e pela Fé. Vieram logo os Cavaleiros, dos quais um calçou-lhe as esporas douradas e outro lhe cingiu-lhe a espada, e tirando-a então da bainha Afonso deu com ela três pancadas sobre o elmo, ajoelhou-se junto ao altar, perante Deus profere as seguintes palavras, armando-se a si próprio Cavaleiro:

"Eu te armo Cavaleiro em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo"

Tomou suas armas, abraçava-mo-lo logo e após ele todos os Cavaleiros em luzida pompa o acompanhámos até nossas montadas, prontas para a partida.

         

                     

 

No Castelo o povo festejava e desejava-nos a vitória nesta incursão.

 

                      

 

Montámos,  os peões colocaram-se em posição, numa marcha lenta e esperançosa começámos a sair do Castelo, quando o último peão atravessou o arco , as portas fecharam-se, para trás deixámos a população; ansiosos, preocupados mas esperançosos mais numa vitória.

 Em silêncio dirigimos-nos para Ourique.

Montámos nossas tendas e fizemos os últimos preparativos para a batalha.

 

 

                  

 

Era dia de Santiago, patrono da luta contra os mouros, ano do nosso Senhor Jesus Cristo de 1139.

 

Vimos uma luz, Afonso ajoelha-se

 

                                         

Inesperadamente, um exército mouro vem ao nosso encontro e, apesar da inferioridade numérica, vencemos-los. A nossa vitória foi tamanha que D. Afonso Henriques resolveu auto-proclamar-se Rei de Portugal, foi aclamado entusiasticamente pelas suas tropas ainda no campo de batalha, tendo a sua chancelaria começado a usar a intitulação Rex Portugallensis (Rei dos Portucalenses ou Rei dos Portugueses) a partir 1140 - tornando rei de facto, embora a confirmação do título de jure pela Santa Sé  date apenas de Maio de 1179, e o Tratado de Zamora em 5 de Outubro de 1143.

Este milagre ligado a esta batalha  serviu, a partir daí, de argumento político para justificarmos a independência do Reino de Portugal: a intervenção pessoal de Deus era a prova da existência de um Portugal independente por vontade divina e, portanto, eterna.

A lenda narra que, naquele dia, consagrado a Santiago, o soberano português teve uma visão de Jesus Cristo e dos anjos, garantindo-lhe a vitória em combate. Jesus Cristo apareceu dizendo IN HOC SIGNO VINCES ( «Com este sinal vencerás!»).

Este evento histórico marcou de tal forma o imaginário português, que se encontra retratado no brasão de armas da nação: cinco escudetes (cada qual com cinco besantes), representando os cinco reis mouros vencidos na batalha.

Foi uma dura batalha, os mouros eram em número superior a nós, investimos, os mouros atónitos gritavam:

-Por Alá, aí vem o valoroso Afonso, filho de Anrique.

                                                               

 

Durante a Batalha Afonso desmonta de sua montada, 

 

 

desmonto, lanço o meu grito:

 

" Non nobis, non nobis, domine, sed nomine Tuo da gloriam" 

 

 

Vencemos, abraçámo-nos uns aos outros, mais uma vitória, ansiávamos o dia da nossa real Independência.



"Eu, Gualdim Pais" - ficção histórica




Regressei

    Caros,

 

Portugal precisa de nós, regressei do Mundo Espiritual, travar novas Batalhas pelo nosso País.

Assim como ajudei na sua Fundação, venho ajudar na Restauração do Esplendor de Portugal.

Atravessei a neblina na nau, comigo estão valorosos Cavaleiros, valorosos Templários, travámos duras mas vitoriosas batalhas, aqui estamos nós, pela Glória de Portugal

 

Avante! Avante! Avante!

Non nobis, domine, sed domine Tuo da gloriam

 

              


Gualdim Pais



Aguarela



Clique  ->   Aguarela

Como as ondas do mar





Todos nós devemos nos inspirar na perseverança das ondas do mar que fazem de cada recuo um ponto de partida para um novo começo.
Beijinho de brisa mar...


(TG)

Livre Escolha




Caminho


" O que você é na verdade do seu Ser foi decretado de maneira incontestável, e nada nem ninguém pode impedi-lo de Ser; mas o caminho que seguirá para alcançá-lo foi deixado à sua livre escolha" - Mirra Alfassa


(mirsa)

Dia Lindo








Dia Lindo


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Deus








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Harmonia






Há que se buscar urgentemente
Um antídoto para esta agonia
Posto que a união é inerente
Ao amor... que é a própria harmonia.
Beijinho de luz...


(TG)

Oração


DELICIAS POETICAS


Num dia de grande emoção

Que pedi o coração para te agradecer

com uma sincera oração.

Ah! se eu fosse um poeta,

ou regesse uma grande orquestra

te homenagearia com a mais bela poesia

e radiosa harmonia!

Por todas as horas de felicidade

Rogo a Deus que que te abençoe

(Kristy,Flordelys))

Não percas





Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
Beijinho de luz violeta...


(TG)

Ternura de um passarinho

Vemos uma cena dessas, ai paramos para pensar:

A Ternura de um passarinho e a Dor de uma Perda

Aconteceu numa praça, no Japão. Não se sabe como o pássaro morreu.
Ele estava ali no asfalto, inerte, sem vida. Seria um facto corriqueiro, mas o fotógrafo
fez a grande diferença.


A Solidariedade

Segundo o relato do fotógrafo, uma outra ave permanecia próxima àquele corpo sem
vida e ficara ali durante horas. Chamando pelo companheiro, ela pulava de galho em galho,
sem temer os que se aproximavam, inclusive sem temer ao fotógrafo que colocava-se bem próximo.

A Solicitação


Ela cantou num tom triste. Ela voou até o corpinho inerte, posou como querendo levantá-lo
e alçou voo até um jardim próximo. O fotógrafo entendeu o que ela pedia e, assim, foi até o
meio da rua, retirou a ave morta e a colocou no canteiro indicado.
Só então a ave solidária levantou voo e, atrás dela, todo o bando.


A Despedida.

As fotos traduzem a sequência dos factos e a beleza de sentimentos no reino animal.


Uma Questão de Amor e Carinho.


Segundo o relato de testemunhas, dezenas de aves, antes de partirem, sobrevoaram o
corpinho do companheiro morto. As fotos mostram quanta verdade existiu naquele momento
de dor e respeito.


Um grito de dor e lamento


Aquela ave que fez toda a cerimonia de despedida, quando o bando já ia alto, inesperadamente
voltou ao corpo inerte no chão e, num grito de não aceitação da morte, tenta novamente chamar o
companheiro à vida. Desesperada, mas com amor e carinho, ela despede-se do companheiro, revelando
o seu sentimento de dor.




Mas, agora,  respondam: Serão os animais realmente os irracionais?  

 

'Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós.'
 
(Antoine de Saint Exupéry)




Cotovelo de vóvó

Uma avó está a ensinar o seu endereço ao neto, que irá visitá-la, com a  sua  mulher:

Quando vocês chegarem ao prédio, na porta da frente há um grande painel.  Eu moro no apartamento 301.  Pisem o botão 301 com o cotovelo, que eu  abro a porta. 

 

Entrem, o elevador está à direita.  No elevador, pisem o 3 com o  cotovelo. 

  Quando vocês saírem, o meu apartamento está à esquerda. Com o cotovelo, apertem a campainha.
   
'Vóvó, parece fácil, mas... porque terei que pisar todos estes botões com o cotovelo?'
   
 O quê???... vocês pensam vir de mãos vazias???