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Cinco Degraus Há cinco degraus para se alcançar a Sabedoria: calar, ouvir, lembrar, agir, estudar.Assim como o Homem Assim como o Homem ama a beleza exterior da casa que construiu para viver, assim também goza contemplando a harmonia e o equilíbrio do sistema que organizou para pensar.O Saber![]() mas, principalmente, nas ideias próprias, que se geram dos conhecimentos absorvidos, mediante a transmutação por que passam no espírito que os assimila. Sábio, Forte, Rico, Respeito Sábio é aquele que de todos aprende. É forte o que se vence a si mesmo. Rico, o que se encontra com o que possui. Só aquele que respeita a pessoa humana merece por sua vez respeito.Não há nenhuma árvore que Não há nenhuma árvore que o vento não tenha sacudido.Não olhes como quem vê Não olhes como quem vê. Não vejas como quem pensa. Não penses como quem sente. Não sintas como quem confia.Tela da Vida A Vida é como uma tela, gota a gota vamos pintando nela o nosso carácter, a Tela da Vida.Amizade A amizade não é para proteger-nos mas para incutir-nos coragem, para iluminar-nos e ajudar a construir algo que tenha mais valor: para amarmos mais e melhor.Quem prefere Quem prefere, a tudo neste mundo, o cultivo da própria inteligência e das forças ocultas que nela operam e dedica sua vida ao aperfeiçoamento de si mesmo, não se tornará o herói de uma tragédia, como não há de procurar alívio em suspiros. Ser-lhe-á indiferente viver solitário ou estar rodeado de multidões. Viverá sem perseguir nem fugir.ImpaciênciaPor que aguardas as coisas com impaciência? Se elas são inúteis para a tua vida, inútil também é aguardá-las. Se são necessárias, elas virão e hão de vir a tempoQue a tua Sabedoria Que a tua Sabedoria não seja uma humilhação para o teu próximo.A Meta O andarilho mais vagaroso que não perde de vista a meta anda bem mais depressa do que o Homem a passos de gigante andando a esmo e sem finalidade.O Silêncio
Pequenas Coisas A Vida compõe-se, geralmente, de uma série de pequenos actos e de pequenos acontecimentos; pertence a nós dar a esses actos nobreza, e grandeza a esses acontecimentos.A EstátuaObservando o que se passa, os nossos políticos são uma nulidade.
Estátuas sem firmeza e estabilidade.
Os líderes do Mundo podem ser comparados a uma estátua com a cabeça em ouro; braços e corpo em prata; pés de barro e lodo. Estátua sábia nas ciências do mundo mas não nas coisas espirituais. Vem uma pedra que desce o monte e a derruba, então vê o sábio do mundo a anulação, quando presumia entender as coisas espirituais. A cabeça de ouro além das ciências do mundo puderá apreender as subtilezas das coisas espirituais; o corpo e os braços de prata também puderão alcançar além das naturais o caminho da Verdade; os pés de barro e lodo puderão vir a ter firmeza e estabilidade ao transformarem-se em colunas de mármore fundadas sobre bases de ouro. E a estátua transforma-se numa outra, que supera em tudo a outra ao apreender o conhecimento da coisas Espirituais, da Verdade que está ao alcance de todo aquele que toma consciência e a procura como de ar para respirar. Aos poucos vai adquirindo mais e mais conhecimento, usando de Sabedoria de o apreender e colocar em prática no seu dia a dia, ajudando a criar uma Sociedade mais justa e perfeita. A PescariaHouve uma época em que exista um clima muito agitado no País, o meu avô era militar, enviou a minha avó e filhos(as) para casa de familiares para um lugar mais seguro e calmo.
Tinham um lindo e grande jardim com um lago com peixinhos vermelhos que fazia as delícias do meu pai, então com 4 anos. Um dia, o meu pai aparece na sala com um balde e uma rede na mão: -Fui à pesca, está aqui o nosso almoço. Qual não foi o espanto quando viram que a pescaria eram os lindos peixinhos vermelhos do lago. A extrema-unçãoA avó foi visitar uma amiga, levou três filhas, a minha mãe e duas das irmãs. Carolina estava muito doente, piorou, a família vendo aproximar-se o fim, chamaram o padre para dar-lhe a extrema-unção. O padre quando chegou pediu para cobrirem a cabeça, não estavam preparadas e cada uma tentou encontrar algo no quarto. Já estavam com a cabeça coberta, ao olharem para a minha mãe, qual não foi o espanto, tinha umas cuecas na cabeça, tiveram de controlar-se e o mais difícil foi quando o padre olhou e viram a cara de quem queria rir e não podia. Quando saíram, foi uma risota e a minha avó disse se não tinha achado mais nada que usasse para cobrir a cabeça. Mas elas também não estavam melhores, camisa, xaile, a melhor foi a que ficou com um lenço. O meu avô e tios(as) passaram dias a gozar com o acontecimento. O padre sempre que as encontrava começava-se a rir ao lembrar-se da cena daquelas quatro alminhas. Diálogo Sol_Lua
Sol – Olá minha amiga. Tens andado desaparecida. O que tens feito? Lua – Olá amigo. Pois é, tenho andado a reflectir sobre as tuas sábias palavras. Sol – E então, chegaste a alguma conclusão? Lua – Sim, conclui que preciso conhecer-me melhor, saber quem realmente sou. Sol – Fico contente por quereres fazer esse trabalho. Enquanto não nos conhecemos, não sabemos quem somos, e enquanto não sabemos quem somos, não conhecemos o nosso verdadeiro Caminho, andamos perdidos de nós próprios, infelizes, frustrados, insatisfeitos. Lua – Obrigada pelo teu incentivo. Tens sido tão generoso. Sol – Mas olha, aviso-te que nem sempre vai ser fácil. Lua – Então? Sol – Haverá momentos muito difíceis nessa caminhada... Mas não desistas, serão apenas algumas provas que precisas enfrentar para chegares a "bom porto". Por isso confia, confia em ti! E eu estou aqui para te ajudar, sempre que quiseres. Lua – Como é bom ouvir as tuas palavras! Mas podes explicar-me melhor que tipo de provas são essas. Sol – Durante essa "descoberta" de ti, por vezes, irás sentir medo, podes não gostar muito de alguns aspectos que vês em ti... poderás ter dúvidas se estás no caminho certo... e, por vezes podes sentir-te ainda mais insegura, mais sozinha, como se ninguém à face da Terra te compreendesse. Lua – Mas assim... será que vale a pena avançar? Sol – Claro que vale a pena. Tudo vale a pena se a Alma não é pequena, dizia um talentoso poeta português. Lua – "Tudo vale a pena se a Alma não é pequena Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor Deus ao Mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o Céu." Do Fernando Pessoa. Sol – Também o conheces!? E a poesia dele? Lua – Sabes, ele conversava muito comigo. Ficava a olhar para mim e, certas noites, até me recitava alguns poemas. Sol – Ah sim? Lua – Ele interessava-se muito pelos astros e pela Astrologia. E também pelo inconsciente. Ele dizia que eu o compreendia. Sabes qual o heterónimo que ele usava como astrólogo? Sol – Não faço ideia. Lua – Era Rafael Baldaia. Sol - Que interessante! Lua - Ainda bem que me fizeste lembrar dele. Nesses momentos de desânimo de que falas vou lembrar-me que tudo vale a pena se a Alma não é pequena. Sol – Isso mesmo! Coragem, minha amiga! Lua – E agora vou continuar o meu trajecto. Até breve. Sol – Até breve, querida amiga.
No princípio era o Verbo. Tudo o que vem depois é poema. Segredo que se dá. Realidade eterna que eternamente Se revela. |
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