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24.09.2007
 O Senhor mestre Crocodilo Veio c’as cheias do Nilo Por alcunha o Papa-moscas Porque é mestre das maroscas
É mestre dos acrobatas Malabarista de batatas Anda vestido de arara Que com farinha se aclara
Há dias ... não sei o que te traz Andas com ar de ceresma Quem seria a aventesma Que te embruxou, rapaz
 Tens formigueiro no pé Deve ser do cholé Então a cousa medonha Está cheia de peçonha
Retro, retro arroçeiro Vai-te badameco Toma lá um tareco Para enfeitar o poleiro
Mordeu os tratadores Ficaram cheios de dores Os seus caprichos aprovam Toma lá que já levaram
Atirei à carcaça Até fez fumaça Atirei com sagueza Acertei concerteza.
Dedicado a um Mestre Maçon Brasileiro que num fórum maçónico chamou-me égua, cavalgadura e outros que mais ... e a outros dos não-maçons que frequentávamos esse fórum ... bem agressivos, diga-se de passagem ... grande parte dos Maçons que frequentam esse fórum devem muito à educação e boas maneiras ... intolerantes, agressivos, mal-educados, ameaçam alguns. Como neta e bisneta de Maçons fiquei desiludida em como está agora a Maçonaria, que desgraça ... o meu avô era uma jóia de pessoa, educado, tolerante, isto que desgraça ... coloquei também nesse fórum.
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Lírio da Paz Havia em algum lugar, um jardim maravilhoso, onde rosas marias-sem-vergonha, bromélias, orquídeas e tantas outras plantas viviam desfrutando da amizade das borboletas e dos beija-flores. Entretanto, havia uma planta, que se chamava "lírio da paz", que por mais que se esforçasse não alcançava o seu intento. Água e nutrientes não lhe faltavam, porém só multiplicavam-se as folhas, e a graça de ver flores lhes rebentando o seu caule ainda não havia chegado. Neste abençoado jardim, havia paz, amor, alegria, contudo quem tinha a tarefa de semear a paz, até então não conseguia prestar o serviço a que fora designado. O jardineiro sempre intrigado, não obtinha respostas para essa anormalidade e de todas as formas estava sempre buscando alternativas para que o "lírio da paz" florescesse.
Em um dia ímpar, com temperaturas amenas e pássaros de diversas espécies cantando, o jardineiro no seu costumeiro labor humedecia os protagonistas desse jardim e quão não foi a sua surpresa ao deparar com uma pequena haste branca que despontava no meio a tantas folhas verdes. Uma alegria imensa invadiu a sua alma, pois após tantas tentativas infrutíferas, o "lírio da paz" respondeu ao chamado do Criador e justificava a sua existência neste jardim.  Porém, como nem tudo é perfeito, dona rosa confabulava: - Você viu, o lírio resolveu responder às investidas do jardineiro Ao que lhe respondia dona maria-sem-vergonha: - Pois é, estamos todos muito preocupados, pois o jardineiro até parece que esqueceu-se de que nós não o decepcionamos em nenhum momento, e agora resolve dar uma importância tão grande a este "lírio da paz" só por que ele resolveu florescer assim de uma hora para outra.  Entretanto a senhora onze horas, na qual muitos beija-flores sugam o seu néctar, ouvia a tudo atentamente e pediu licença e adentrou à conversa: - Vocês não estão entendendo a atitude do nosso jardineiro. Para ele nós sempre estávamos ali, presentes em seu dia, e o lírio parecia que queria se perder, por mais que ele se esforçasse o lírio não era feliz. Então é natural a sua alegria, pois mostrou-lhe que todo o amor dispensado ao lírio não foi em vão.  Ao ouvir estas palavras todo o jardim percebeu que o objectivo do jardineiro era que todos os colaboradores da beleza do seu jardim, fossem felizes como ele o era. (Ingrid Handell) |
Usando o lado oposto“Deus costuma usar a solidão para nos ensinar sobre a convivência. Às vezes, usa a raiva, para que possamos compreender o infinito valor da paz. Outras vezes usa o tédio, quando quer nos mostrar a importância da aventura e do abandono. Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos. Às vezes usa o cansaço, para que possamos compreender o valor do despertar. Outras vezes usa a doença, quando quer nos mostrar a importância da saúde. Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar sobre água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer nos mostrar a importância da vida".
Milton Berle uma vez disse que "todo o mundo adora um amante - excepto as pessoas que estão esperando para usar o telefone". O amor tem muitas faces. As faces que vemos mais frequentemente são aquelas da paixão e do romance. Nós falamos em estar apaixonados e sentimos, também, aquele friozinho na barriga como se estivéssemos em queda livre. Mas a face de amor que eu mais aprecio não é aquela romântica, mas sim a face da devoção. Eu vejo isto naquele casal à mesa para o jantar tendo mais uma discordância. Para assombro das crianças, o pai salta da cadeira, agarra duas folhas de papel, e diz para sua esposa, - Vamos fazer uma lista de tudo aquilo que não gostamos no outro. Ela concordou e começou a escrever. Ele, enquanto isso, sentado e carrancudo. Ela olha para cima, pensativa e ele começa a escrever. Enquanto ela continua listando reclamações, ele olha fixamente para ela. Novamente, enquanto ela olha pensativa para cima ele se põe a escrever no papel. Ele pára para observá-la, e todas as vezes em que capta seu olhar, ele novamente se põe a escrever. Finalmente terminam. - Vamos trocar as reclamações, ele disse. E entregam, um ao outro, as suas listas. Ela dá uma olhada em sua folha e suplica, - Dê a minha de volta! Em toda a sua folha ele tinha escrito: "Eu te amo, eu te amo, eu te amo". Suas crianças sempre se lembrarão daquele momento com humor e carinho. Tanto quanto aprecio o romance, é de uma devoção decidida que eu mais preciso. Eu gosto daquele amor que diz, - Estarei contigo para o que der e vier! É uma face do amor que pode ser frequentemente vista entre pais e entre avós, entre muitos cônjuges, e até entre bons amigos. E é nesta face que, quando eu olho atentamente e perto o suficiente, que eu posso ver a face de Deus. Se você não observou esta face do amor ultimamente, olhe bem de pertinho. Você ficará surpreso quando a encontrar! (Tradução Sergio Barros)
Narra uma lenda que um príncipe poderoso caiu em mãos inimigas que decidiram tirar-lhe a vida, condenando-o à forca.
Dada sua linhagem nobre, o rei dos inimigos lhe propôs um acordo. Se ele conseguisse decifrar um certo enigma, sua vida seria poupada. Para isso, concedeu-lhe a liberdade de procurar a resposta por três dias.
Com a pergunta lhe fervendo na cabeça, o príncipe começou a buscar entre os habitantes do lugar quem o pudesse ajudar a encontrar a solução.
A pergunta era: o que mais deseja uma mulher?
Ao final do terceiro dia, já desanimado e antevendo sua morte na forca, o príncipe encontrou uma mulher muito feia. Na boca, somente dois dentes. Os cabelos desgrenhados. As vestes sujas. Era chamada por todos, pelo seu aspecto horrível, de bruxa.
Ela disse que tinha a resposta. Mas exigia que, tendo salva a vida, ele voltasse e casasse com ela.
Não desejando morrer, ele consentiu e ela lhe disse: "o que mais deseja uma mulher é ter soberania sobre a sua vida."
Com a resposta, o príncipe teve poupada a sua vida e voltou para casar com a bruxa. Não queria, mas tinha prometido. Triste destino o meu, pensava. Casar com uma bruxa.
Entristecido, na noite de núpcias, sentou-se na cama aguardando a noiva de horrível aspecto. Qual não foi sua surpresa quando ela se apresentou belíssima, num vestido branco, com cabelos louros, olhos azuis brilhantes e um sorriso perfeito.
Como pode?, Perguntou o príncipe.
É que esqueci de lhe falar que durante o dia eu sou bruxa e à noite viro uma linda mulher. Agora, você pode escolher: quer que eu seja bruxa de dia ou de noite?
Ele olhou para aquela figura maravilhosa e disse: deixo que você escolha se quer ser bruxa à noite e donzela durante o dia ou o contrário.
A noite foi extraordinária. No dia seguinte, ao raiar do sol, o príncipe abriu os olhos e surpreso, viu deitada ao seu lado, a jovem maravilhosa da noite anterior.
Como?, Falou ele, você não disse que durante o dia virava bruxa?
Meu amor, falou ela, como você deixou que eu decidisse sobre o que quisesse ser e quando quisesse, eu decidi ser donzela de dia e de noite.
Lembra que eu lhe falei que o que mais deseja uma mulher é a soberania sobre a sua vida, poder decidir sobre sua própria vida?
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No mundo existem pessoas assim. Fora do lar, no contacto com as pessoas são excelentes. Gentis, atenciosas, ponderadas. Basta que adentrem o lar para se tornarem déspotas. Gritam, exigem, magoam.
Acreditam que o seu lar é seu reino e ali tudo podem fazer, sem limites. Também existem as criaturas que no campo profissional, no trato social são ríspidas, grosseiras, exigentes em demasia.
E, no entanto, com a esposa, os filhos são dóceis, educados, prestativos que ser, como ser e quando ser é decisão individual.
Mas quando optarmos por sermos bons o dia todo, em todo lugar, com todas as pessoas, o mundo se tornará um lugar muito melhor para viver amar e ser feliz.
A vida é uma manta de retalhos...
Sou a manta de retalhos retalhada, Sou talhada de pedaços bem distintos, pelas mãos que me cerziram sonhos e destinos tão diversos, que já nem sei que fins, que meios, que começos.
A vida é feita de "nadas":  De grandes serras paradas  À espera de movimento;  De searas onduladas pelo vento".  (Miguel Torga)
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